9.05.2006

Antes de mais nada, devo lhes mostrar qual o meu recorte, como cheguei nele e o que quero dizer e pesquisar com o mesmo !
De inicio, pensei em trazer a fotografia como imagem a ser estudada, já que o tema geral é turismo. Além de escolher a Vila de Paranapiacaba como o local onde produziria as imagens. Assim, pensei na dualidade da imagem fotográfica e no seu mais constante conflito : a fotografia é apenas imagem congelada, hiper-realista (?) ou é uma imagem de diversos significados com total influência do primeiro filtro do olhar do fotógrafo?! Então coloquei de inicio o recorte como: Dualidade da imagem fotográfica de Paranapiacaba.

Nas primeiras conversar com meu coordenador de pesquisa Fabrizio, ele me alertou sobre o quão amplo ainda estava o recorte e falou sobre Pierre Verger, fotógrafo etnólogo. Fui atrás dessa vertende etnográfica e ela caiu como uma luva no tema paranapiacaba, uma vila muito interesante a receber este diálogo. Após ler um pouco sobre o a etnologia aliada à fotografia mudei o recorte: Dualidade fotográfica da imagem etnológica de Paranapiacaba.
Na continuidade da pesquisa, mais precisamente no levantamento bibliográfico, encontrei mais algumas questões importantes naquilo que queria pesquisar: coisas como intervenções nas imagens, evolução técnica e tecnológica da fotografia, uma chamada "angústia" do fotógrafo diante da plurisignificação de suas imagens, fragmentação de significado e a arte fotográfica colocada à prova. Fui lapidando o recorte, aos poucos. Transformei a Dualidade em Multiplicidade, Fotografia etnológica em foto-etnológia e restringi mais a pesquisa adicionado a construção de realidades pelas imagens e intervenções.
Acabo agora por apresentar o recorte pronto (!) :
"Multiplicidade da imagem foto-etnológica de Paranapiacaba: Intervenções ressaltando as inúmeras realidades".
Pretendo com esse recorte tratar o design como imagem, utilizando a fotografia como técnica de produção de imagens e plurisignificações. Mostrar e discutir um lado etnológico dos retratos, promover diálogos das imagens e suas várias realidades. Procuro estabelecer uma visão não apenas gráfica sobre estas imagens mas também sua leitura dos significados superficiais ou não.
Provavelmente, com o passar dos textos e reflexões, ainda mude um pouco a minha visão sobre o tema. Descubriremos quando o trabalho estiver escrito.
Aos poucos, vou criando este diário, e não só eu como quem me ajudar durante o processo e/ou ler este blog poderemos perceber estas mudanção e os caminhos percorridos ! por enquanto acho que é só !

1 Comments:

Blogger [fabrizio augusto poltronieri] said...

bom! este registro do percurso inicial é essencial para a organização das idéias e para uma documentação a respeito do trabalho. veja que algumas das questões colocadas foram deixadas de lado não por não serem interessantes, mas por talvez serem muito amplas para o contexto do tgi. assim, você pode retormar elas mais para frente ou até verificar como elas se tangenciam com as questões que você vai abordar nesta pesquisa. me pareceu um relato muito compentente.

9/9/06 9:48 PM  

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